posted on 2017-08-08, 15:07authored byGabriella Pereira de Souza, Patrícia Kelly de Moraes Brettas, Ednaldo Carvalho Guimarães, Lorena Martins Araújo, Paulo Victor Durant de Carvalho, Willian Rodrigues Valadares, Ana Luíza Franco, Mara Regina Bueno de Mattos Nascimento
<p>Devido
às perdas produtivas e reprodutivas, têm sido propostos estudos para avaliar
indivíduos mais adaptados ao estresse pelo calor<b>.</b> Assim, objetivou-se
correlacionar medidas fisiológicas de termorregulação de novilhas
leiteiras mestiças e variáveis do ambiente térmico em Uberlândia-MG,
Brasil. Oito novilhas mestiças foram expostas ao sol das 09h às 13h. Após, os
animais foram conduzidos para o tronco para quantificar frequência respiratória
(FR), temperatura retal (TR) e temperatura corporal superficial (TCS). Simultaneamente, foram obtidas a temperatura de
bulbo seco (T<sub>A</sub>), a temperatura de bulbo úmido (T<sub>U</sub>), a
temperatura do globo negro (T<sub>G</sub>) e a velocidade do vento (V).
Realizou-se a estatística descritiva dos dados e a correlação simples de
Pearson entre as variáveis fisiológicas e ambientais. As variáveis fisiológicas
apresentaram média de FR 41,97 mov.min<sup>-1</sup>, TR de 38,8ºC e TCS no
flanco preto e no flanco branco foram, respectivamente de 35,82°C e 35,04°C. Referente
às variáveis ambientais, a T<sub>A</sub> média foi 29,96ºC, a T<sub>G</sub>
média, 41,73ºC, a V teve uma variação de 0 a 1,2 m.s<sup>-1 </sup>e a umidade
relativa do ar (UR) variou de 39% a 80%. A TR não correlacionou com nenhuma das
variáveis ambientais avaliadas. A FR teve as maiores correlações com a T<sub>G</sub>
e a V. Por fim, a TCS, seja no flanco branco ou no preto, teve as correlações
mais expressivas com a T<sub>A</sub> e com a T<sub>G</sub>. A temperatura
ambiente e do globo e velocidade do vento influenciam diretamente na frequência
respiratória de novilhas leiteiras mestiças criadas em Uberlândia MG e estas
são adaptadas às condições meteorológicas da região.</p>