posted on 2017-08-29, 00:25authored byHenrique de Sousa Nogueira, Silvana Martinez Baraldi Artoni, Eliane Aparecida da Silva, Kátia Mitie Nagano, Xavier Roulleau
<p>Ao
longo de anos a criação de galinhas para produção de ovos comerciais passou por
um processo de intensificação tecnológica e comercial. Este sistema está sendo veementemente
debatido pela comunidade científica, norteada por conceitos de bem-estar animal. Injúrias como fraturas
de ossos decorrentes de traumatismos e deficiência alimentar podem provocar
mobilização mineral que acarreta em fragilização da estrutura óssea. A partir
de uma nova tecnologia chamada Dual–energy X-ray absorptiometry considerada
uma técnica não invasiva permite investigar o melhor índice de sal que ativa o
cálcio a ser fornecido visando identificar as características ósseas tais como
composição e densidade mineral das aves. O Pidolato de Cálcio é uma molécula
precursora aminoácidos presentes no colágeno e proteínas carreadoras de cálcio. Utilizou-se 480 galinhas
poedeiras da linhagem comercial Hy-Line W36, White, durante o período de 57 a
69 semanas de idade; distribuídas em delineamento em bloco ao acaso. Foram
testados 10 tratamentos distribuídos em esquema fatorial cruzado 2 ×5, com oito
repetições de seis aves cada. Para compor as dietas experimentais foram
utilizadas duas dietas basais, denominadas Dieta Basal Normal (DBN) composta
por níveis normais de prolina e arginina e Dieta Basal Reduzida (DBR) composta
por níveis reduzidos de prolina e arginina. Às dietas DBN e DBR foram
acrescentados, 0 150, 300, 450 e 600 g de Pidolato de Cálcio por tonelada de
ração, constituindo assim os 10 tratamentos a serem avaliados. Foram
avaliados a densidade mineral, a composição mineral e a resistência ósseas das
aves. Comparativamente às dietas DBN e DBR, foi utilizada uma
dieta denominada controle (DC) e diferente da DBN. A densidade mineral óssea
(DMO) e composição mineral óssea (CMO) diferiram na dieta (P<0,05) e na
interação dietas*níveis (P<0,05) de Pidolato de Cálcio. Aves alimentadas com dietas DBR apresentaram valores
inferiores para densidade e composição mineral ósseas em relação aquelas
alimentadas com dietas DBN. Observou-se que a inclusão de 300 g/ton do
Pidolato de Cálcio em dietas reduzidas, proporcionou maior DMO das aves, em
relação àquelas que foram alimentadas com dietas normais contendo o mesmo nível
de inclusão do aditivo. A inclusão de 300 g de Pidolato de Cálcio por tonelada
de ração em dietas reduzidas em prolina e arginina melhora a DMO e
consequentemente, evita perdas minerais ósseas e injúrias em galinhas criadas
em sistemas intensivos, contribuindo em parte com as “cinco liberdades”
propostas para que as aves tenham assegurado seu bem-estar.</p>