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Respostas fisiológicas e teste de avaliação de adaptação de caprinos e ovinos deslanados no semiárido brasileiro

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posted on 08.08.2017 by Nágela Maria Henrique Mascarenhas, Luanna Figueirêdo Batista, Maycon Rodrigues da Silva, Luiz Henrique de Souza Rodrigues, Ribamar Veríssimo Macedo, Bonifácio Benicio de Souza

Objetivou-se com este trabalho avaliar e comparar os efeitos das épocas do ano (menos quente e quente) e da raça sobre os parâmetros fisiológicos de caprinos (Moxotó) e ovinos deslanados (Santa Inês), bem como verificar e comparar a adaptabilidade ao clima semiárido, por meio do teste de Benezra entre as duas espécies. Foram utilizados 24 animais (ovinos e caprinos), sendo 12 ovinos Santa Inês e 12 caprinos Moxotó, 6 machos (não castrados) e 6 fêmeas em ambas espécies, com peso vivo médio inicial de 26 kg.

Esses animais foram mantidos em sistema extensivo e avaliados durante duas épocas distintas do ano de 2016: menos quente (julho e agosto) e quente (setembro e outubro). Os parâmetros fisiológicos avaliados foram temperatura retal (TR) e frequência respiratória (FR), as quais foram mensuradas usando um termômetro veterinário digital e um estetoscópio flexível ao nível da região torácica, respectivamente. Para o cálculo do coeficiente de tolerância ao calor (CTC) foi utilizado o teste de Benezra modificado segundo Muller (1989), com a seguinte fórmula: CTC = (TR/39,1 + FR/19). Os parâmetros fisiológicos foram aferidos no turno da tarde em três horários diferentes, durante as duas épocas, caracterizando três condições de estresse distintas: antes do estresse, logo após o estresse e uma hora depois do estresse. As médias das temperaturas retais e das frequências respiratórias diferiram (p<0,05) entre as três condições de estresse. Os valores médios do CTC, demostraram que os animais não se encontram adaptados às condições ambientais que lhes foram oferecidas, sendo a condição logo após o estresse a que apresentou a maior média diferindo (p<0,05) das demais, seguida de uma hora depois do estresse e antes do estresse. Não houve interação significativa (p>0,05) entre os fatores espécies e época do ano. Os parâmetros TR e FR foram influenciados pelo fator raça, assim como o CTC sofreu influencia da raça. O CTC apresentou valores altos para ambos os fatores. Diferiu (p<0,05) para o fator raça, onde os caprinos da raça Moxotó apresentaram um CTC mais elevado do que os ovinos da raça Santa Inês. Os valores de CTC na diferiram (p>0,05) para o fator época do ano, porem, é possível observar uma média mais elevada na época menos quente. Com os resultados obtidos é possível observar que os animais apesar de serem considerados adaptados as condições climáticas da região semiárida, sofreram estresse térmico nas condições ambientais que lhe foram ofertadas.

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