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Avaliação de parâmetros fisiológicos de ovinos Dorper e Santa Inês na região do Cariri Cearense

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posted on 08.08.2017 by Ítalo Bruno Bezerra Mota, Luan Dionizio Geraldo de Lima, José Valmir Feitosa, Moises Saraiva Ribeiro de Souza, , Maria Ângela de Souza, Antônio Nelson Lima da Costa

Este trabalho analisou as variações fisiológicas de ovinos das raças Dorper e Santa Inês devido às condições climáticas do semiárido cearense, identificando os animais mais adaptados às condições de criação regionais. O estudo foi conduzido no Instituto Federal do Ceará, campus Crato, Crato-CE. Foram utilizados seis ovinos machos reprodutores de cada raça (Dorper e Santa Inês), distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado e as médias comparadas pelos testes de comparação de médias no calculo de intervalos de confiança. Durante o período experimental foram registrados os dados climáticos com auxílio de Termo-higrômetro digital para coleta da temperatura e umidade relativa do ar, cujas médias foram utilizadas para o cálculo do índice de temperatura e umidade – ITU. Os parâmetros fisiológicos foram obtidos com o uso de termômetro clínico digital veterinário, para aferição da temperatura retal em graus. As frequências respiratórias foram obtidas pela observação dos movimentos do flanco durante 1 minuto. Todos os parâmetros foram obtidos às 7:00 e às 13:00 horas, semanalmente durante os meses de Setembro a Dezembro de 2016, durante o período seco. As maiores médias de ITU foram encontradas no mês de novembro, tanto no turno da tarde (79,07) quanto o da manhã (76,8). As temperaturas retais médias dos ovinos Dorper e Santa Inês, em ambos os turnos, estiveram dentro da normalidade. Todas as médias de FR apresentaram-se em níveis acima do normal da espécie ovina para as raças Dorper e Santa Inês nos turnos manhã e tarde, indicando que este mecanismo de perda de calor estava sendo bastante utilizado para ajudar na manutenção das médias de TR dentro da normalidade. Os ovinos das raças Dorper e Santa Inês mostraram-se bem adaptados ao clima semiárido do Nordeste brasileiro, em ambos os turnos, em condições de ITU fora da faixa considerada estressante, ou seja, abaixo de 82. O aumento das médias de FR indicou que este recurso de perda de calor foi eficiente, já que as temperaturas corpóreas mantiveram-se, em média, para as duas raças estudadas, normais. Estudos complementares, com mais parâmetros fisiológicos, de produção e reprodução, devem ser executados para maior embasamento dos resultados aqui relatados.

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